Trabalhadores são torturados em Salvador (BA); MPT investiga o caso
- 30/08/2022
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Yngrid Horrana 29/08/2022
Para o Notícia Preta
Foto: Reprodução/TV Bahia
Dois trabalhadores foram torturados pelos patrões após serem acusados de furtar R$30. O crime aconteceu em Salvador (BA). Somente uma semana depois da brutalidade sofrida, as vítimas denunciaram o caso à Polícia Civil.
A informação é do Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) que abriu um inquérito para investigar o ocorrido e dar continuidade com a justiça. Os agressores foram denunciados por praticarem tortura e calúnia contra os funcionários.
Os dois trabalhadores negam a acusação de roubo. William de Jesus (21), um dos jovens torturados pelo empresário Alexandre Carvalho Santos, teve as mãos queimadas. E seu colega de trabalho, Marcos Eduardo, levou pauladas do patrão. Em relato, o jovem diz ter sido vítima de uma emboscada. No dia 19 de agosto, o rapaz foi surpreendido logo quando chegou no local de trabalho.
Enquanto um dos agressores filmava, o outro (Alexandre) torturava a vítima, que se recusou a confessar um crime que não cometeu. William teve as duas mãos queimadas com a marca “171”, referência ao artigo do Código Penal que faz juízo ao crime de estelionato.
“É traumatizante. Eu não durmo direito, me assusto de madrugada porque ele me ameaçou de morte”, contou Marcos Eduardo à TV Bahia. O rapaz, que é pai e paga aluguel, acordava às 5h da manhã para ir trabalhar. Eduardo cuidava do caixa e concluía o trabalho até mesmo depois do expediente. Ele nega as acusações de roubo.
Denúncia
Nesta manhã (29), o advogado dos trabalhadores pediu diligência no caso, que está sendo investigado pelo delegado William Achan. Segundo o MPT, todos os envolvidos na situação serão convocados a depor. Até o momento, o Órgão está realizando a coleta de dados e outras informações através da Polícia Civil.
Ao delegado, Alexandre Carvalho Santos confessou ter torturado os trabalhadores. Justificou, ainda, ter agido de tal maneira após ter ficado “chateado” com a falta de R$30 no caixa do estabelecimento.






