Thiago Elniño vira ‘Correnteza’ para sobreviver em novo disco

  • 23/08/2022
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Thiago Elniño vira ‘Correnteza’ para sobreviver em novo disco

Isabela "Pétala" Alcântara para Madsound  - 24/05/2021 às 10:02

Crédito: Divulgação

Projeto traz o afeto na linha de frente da luta e democratiza o conhecimento sobre a música para sua existência

Quem vê luta talvez não veja afeto. Mas em Correnteza, novo disco do artista e pedagogo Thiago Elniño, lançado em 23 de março de 2021, ambas as palavras seguem juntas, praticamente intrínsecas.

Sob a trilha sonora que coloca em voga sons vindas de seus ancestrais e com uma pluralidade de discussões, preocupações e desejos vindas do povo preto que luta todo dia pela sua sobrevivência e lugar certo na sociedade, o disco é intenso, mas dançante, íntimo e introspectivo, mas alto e coletivo, tão direto e reto que é quase cortante, mas com muita esperança para seguir.

Esperança essa que também foi traduzida para os bastidores da música com o projeto Disco Escola, protagonizado por Thiago e os colaboradores de Correnteza, que compartilham através da plataforma, democraticamente, conhecimentos sobre todas as áreas da gestão de carreira de um músico independente.

O Mad Sound conversou com o artista sobre o sucessor de Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos, suas referências, colaborações e aspirações para o projeto e para a missão de Elniño no meio cultural e educativo.

Mad Sound: Thiago, Esse disco é realmente incrível do começo ao fim, sem intervalos. Cronologicamente, como ele nasceu?
Thiago Elniño: Esse disco nasceu da necessidade de produzir para sobreviver, enquanto artista em um momento onde existia poucas possibilidades de geração de renda surgiu a oportunidade través de de um edital, tivemos que produzi-lo em 2 meses e aí a necessidade de sermos fortes para atravessar esse momento do mundo virou o conceito do disco, como no ditado africano que dizia que a água sempre encontra seu caminho, a gente ali ia ter que ser Correnteza pela nossa própria sobrevivência!

MS: Após receber Luedji Luna, Rincon Sapiência, Tássia Reis entre outros em seu disco de 2019, em Correnteza você recebe Zé Manoel e Mingo Silva em dobro, além de Sant. Nas faixas com colaborações, como as canções foram concebidas?
TE: Os colaboradores são sempre pessoas que tenho alguma proximidade, Zé Manoel e Mingo vinham sendo os dois artistas que mais escutava antes da produção do disco, eles vinham me ajudando a suportar a dor desse momento do mundo, e esse suporte se estende a música que fazemos juntos. Sant é um dos meus melhores amigos e já vinha demorando para termos mais músicas juntos!

MS: O disco também possui colaborações da historiadora Luciane Dom, e da escritora e cantora Daiana Damião. Como surgiram essas parcerias e por que a presença das duas foi vital para o disco?

TE: Antes de mim, as músicas sempre pedem as participações e eu confirmo a possibilidade, a música com a Luciane pediu ela, e assim como a Daiana Damião é uma amiga querida, fazia muito sentido estarem no disco e sem dúvida a presença delas iluminou demais a obra.


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