Jequitinhonha: Origem e Gesto
- 11/08/2023
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Foto: Paulo Lacerda
de apresentar, na Grande Galeria, esse recorte muito sensível daquela região, a partir das origens e dos gestos que fazem parte daquela cultura que, às vezes, nos parece tão distante”, aponta o coordenador.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, destaca a importância da iniciativa para valorizar o artesanato mineiro, especialmente o trabalho dos mais de 130 artesãos do projeto Artesanato do Vale do Jequitinhonha, atendidos pelo Sebrae. “O ‘Vale do Jequitinhonha’ foi a primeira ‘marca território’ criada para o artesanato em Minas Gerais. Essa exposição é uma grande oportunidade para fortalecer a identidade e origem do território, contribuindo para o desenvolvimento econômico local, além de divulgar a rica cultura do Vale e dar mais visibilidade às peças produzidas pelos artesãos”, destaca.
Assim como “Jequitinhonha: Origem e Gesto”, as demais atividades da Fundação Clóvis Salgado têm como mantenedores a Cemig e o Instituto Cultural Vale; além de patrocínio Master da ArcelorMittal; patrocínio da Usiminas e da Vivo e correalização das atividades da APPA – Arte e Cultura.
A proposta da exposição “Jequitinhonha: Origem e Gesto”, segundo Marco Paulo Rolla, é uma interpretação das culturas do Vale do Jequitinhonha a partir de múltiplos suportes. Com as obras dispostas na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, entre artesanato, pintura e videoinstalação, a exposição vai traçar uma narrativa histórica e interpretativa a respeito da formação da identidade cultural daquela região.
O barro, matéria-prima de inúmeros trabalhos artesanais, é o ponto de partida para a expografia, caracterizando todo o espaço da Grande Galeria. “É daí que surge a ‘Origem’. Nossa ideia com essa exposição é celebrar um trabalho manual, artesanal, que diz muito sobre a cultura do Jequitinhonha e todas as tradições que estão impregnadas naquele povo”, explica Marco Paulo Rolla.
A expografia também contempla uma videoinstalação com registros feitos durante a pesquisa da Cia. de Dança Palácio das Artes na região. Além disso, pinturas de Gildásio Jardim, artista natural de Joaíma, no Baixo Jequitinhonha, também fazem parte da exposição. As obras de Jardim abordam o cotidiano daquele povo, em que a personalidade do retratado se funde com as estampas do tecido. Estão representados o homem do campo, do sertão, da vida simples na roça – sujeitos invisibilizados pela sociedade que têm sua poesia estética capturada pelo olhar de Gildásio.
A Dança, os saberes e os dizeres
Para a composição da parte coreográfica do projeto, a Cia. de Dança Palácio das Artes iniciou uma pesquisa no início deste ano sobre características culturais do Jequitinhonha. Em abril, o corpo artístico se dirigiu para Turmalina, no Alto Jequitinhonha, e conheceu um pouco mais da cultura local, seu povo e suas nuances. A coleta de material envolveu visitas a espaços de artesanato e outros centros comerciais, bem como o olhar apurado dos bailarinos para as diferentes facetas da região.
De Turmalina, os bailarinos seguiram para uma jornada de encontros em três comunidades, com o intuito de entender o “Gesto”. No distrito de Mineiro de Artesanato (Ceart) envolveu toda uma cadeia produtiva da criatividade na confecção de novas obras. Parte delas poderá ser vista na exposição, recriando o cenário real de inspiração do projeto, e as demais serão comercializadas na loja do Ceart, instalada na entrada do Palácio das Artes, no lado oposto ao da Galeria. Com isso pretende-se criar um inédito percurso entre o fazer criativo (exposto da galeria) e o meio de subsistência de grande parte dos moradores (à disposição para aquisição no Ceart).
O Centro de Artesanato foi fundado em 1969 e é responsável pela pesquisa, divulgação, comercialização e desenvolvimento do artesanato tradicional e da arte popular em Minas Gerais. O Ceart mantém um acervo de mais de 20 mil peças feitas com matérias-primas diversificadas como cerâmica, madeira, vidro, metal e fibras. As obras retratam a riqueza cultural de Minas Gerais, marcada por influências religiosas, cotidianas e regionais. Por meio delas é possível conhecer traços de personalidade do povo mineiro, seus costumes e suas tradições. Valorizando o artesão e sua obra, o Ceart contribui para ampliar as oportunidades de inclusão socioeconômica por meio dessa importante produção do artesanato tradicional e da arte popular mineira.
Informações
Local
Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard
Horário
Exposição: terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 17h às 21h.
Espetáculo da Cia. de Dança Palácio das Artes:
4, 5, 11, 12, 18, 19, de agosto; 1º , 8, 15, 22, 29 de setembro; 6 de outubro, sempre às 20h (retirada de ingressos uma hora antes, na Bilheteria do Palácio das Artes).
Informações para o público
(31) 3236-7400






