Festival Salve Orixás convida BH a resgatar sua identidade ancestral

  • 06/05/2023
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Festival Salve Orixás convida BH a resgatar sua identidade ancestral

Fonte: Isabela Abalen - Jornal O Tempo

Foto: Salve Orixás / Divulgação

Existe um festival em Belo Horizonte que convida o público a conhecer suas próprias origens. O que nasceu de uma inquietação do artista afro-indígena Moisés Pescador, cresceu e tomou corpo de evento. É o Festival Salve Orixás, com uma programação que celebra a cultura afro-brasileira e indígena em cima dos palcos e por rodas de conversa. O evento acontece neste fim de semana, de 5 a 7 de maio, no Teatro Francisco Nunes, no centro da capital. Os ingressos são a preço social.

A programação exclusivamente negra e indígena chama a atenção. Do timbre forte da brasiliense Nãnan Matos ao toque do violão de Edivan Fulni-ô acompanhado da dança circular de Ester de Oxum, o objetivo é mesmo de imergir o público nas culturas ancestrais do Brasil. “Nós, pessoas negras, indígenas, temos dificuldade em saber quem somos se não conhecemos a nossa história. E esse incômodo, essa vontade de conhecer o que veio antes de nós, é o que dá início ao festival”, conta Moisés Pescador, um dos idealizadores do Salve Orixás.

É o que explica a escolha dos artistas convidados. A mineira Elisa de Sena, que se apresenta no sábado (6), repercute na arte a sua vivência em festas de congado. “O festival marca a presença da ancestralidade na música. A Elisa tem toda uma trajetória no congado, na cultura afro em Minas, é cultura, é aprendizado”, continua Moisés. Uma novidade da edição deste ano é a apresentação do senegalês Mamour Ba, que impressiona com a percussão e ritmo africanos. 

Pescador explica que o Salve Orixás é um esforço para contribuir com o cumprimento das leis 10.639 e 11.645, que dizem do ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. “É transformar o palco em uma verdadeira sala de aula. Por meio da promoção da cultura, da divulgação da nossa identidade, falamos sobre os impactos do racismo, promovemos o conhecimento das nossas culturas”, explica. No sábado (6), uma roda de conversa com todos os artistas vai discutir a educação antirracista. “Tivemos a nossa identidade e a cultura negadas, então, resgatá-las é uma forma de reagir”, continua o artista, que também se apresenta no Festival.

Ingressos

Os ingressos custam a partir de R$ 10 inteira e R$ 5 meia no primeiro lote, e podem ser adquiridos via Sympla. O link para aquisição dos ingressos pode ser acessado pelo Instagram @festivalsalveorixas. Mais informações estão disponíveis também no site salveorixas.com.br.

Estudantes de escolas públicas e artistas de periferia serão contemplados com entrada gratuita. Ao todo, 20% dos ingressos serão disponibilizados.

Programação

Sexta-feira, 05/05
Apresentações de Nanan Matos (DF) e Edivan Fulni-ô (BA)
Performance artística de Ester de Oxum (BA)

Sábado, 06/05
Roda de conversa com todos os artistas do Festival
Apresentações de Elisa de Sena e Moisés Pescador

Domingo, 07/05
Apresentação das turmas de percussão e canto do Centro Interescolar de Cultura, Arte, Linguagens e Tecnologias (CICALT)
Show de Mamour Ba (Senegal)


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