Empresária se indigna com pedido racista de cliente por aplicativo: 'Mandem entregador branco, não gosto de pretos nem pardos'

  • 05/03/2022
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Empresária se indigna com pedido racista de cliente por aplicativo: 'Mandem entregador branco, não gosto de pretos nem pardos'

Além de querer escolher a cor da pele da pessoa que levaria a encomenda, a mensagem ainda diz: 'Venham rápido'. Polícia Civil deve investigar o caso como suspeita de racismo.

Por Vanessa Martins, g1 Goiás

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Ao fazer um pedido de comida para uma confeitaria por meio de aplicativo, uma pessoa quis especificar a cor da pele do entregador, em Goiânia. A situação causou indignação e constrangimento na empresária que recebeu a solicitação. A Polícia Civil deve investigar o caso.

No recibo, é possível ler a observação feita pelo cliente:

“Por favor, mandem um entregador branco, não gosto de pretos nem pardos. Venham rápido”.

Não foi possível identificar qual o nome correto do cliente, por isso o g1 não conseguiu localizá-lo para pedir uma posição sobre o caso.

O iFood informou, por meio de nota, que "repudia qualquer ato de discriminação" e que irá "iniciar um processo de investigação interno para que as devidas providências sejam tomadas, incluindo o descadastramento do cliente"

A dona da confeitaria relatou que sentiu indignação e revolta quando leu a mensagem.

"Recebemos esse pedido [na quinta-feira (3)]. Completamente constrangedor e desumano. Fiquei tão desconcertada que até pedi desculpas para o motoqueiro quando ele veio buscar o pedido", disse.

A empresária contou que, após a entrega, o motociclista voltou à confeitaria e disse que foi recebido por duas mulheres.

“Ele veio contar que elas disseram que o pedido era delas, mas que não haviam escrito aquela mensagem. Parece que uma disse que foi o marido, depois disse que não foi. Não explicaram direito”, contou a empresária.

Investigação

A empresária disse que preferiu não denunciar o caso à Polícia Civil. “Achei melhor deixar nas mãos dele [entregador] com receio de constrangê-lo ainda mais”, explicou.

O delegado Joaquim Adorno, que chefia o Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Geacri), disse que não recebeu nenhuma denúncia do caso diretamente, mas que a situação será investigada.

"É um crime de ação pública incondicionada, então a Polícia tem a obrigação de apurar. [...] Esse tipo de comportamento pode ser configurado como prática, incitação ou induzimento ao preconceito ou discriminação de raça, cor ou etnia, [...] com pena de prisão de 1 a 3 anos", detalhou. 


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