ONG Educafro cobra Ministério Público sobre liberação de verba da indenização do Carrefour
- 31/07/2021
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ONG Educafro cobra Ministério Público sobre liberação de verba da indenização do Carrefour
Imagem do momento em que homem negro foi espancado até a morte em unidade do Carrefour em Porto Alegre — Foto: Reprodução
De acordo com o presidente da Educafro, Frei Davi, o dinheiro está parado. “Estamos preocupados com o ritmo lento do Ministério Público Federal para liberação dos recursos”, disse. O Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelo Carrefour prevê que a empresa financie ações educacionais, por meio de bolsas de estudo, além do empreendedorismo de pessoas negras e o desenvolvimento de projetos socioculturais.
Já o procurador Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas, afirma que os editais serão lançados dentro de 30 dias. “Uma pequena variação do prazo não é descumprimento. Estamos elaborando os editais públicos para a habilitação das entidades do ensino superior se candidatarem”, revelou Freitas ao Estadão.Além da assinatura do TAC, o Carrefour fez acordos para indenizar a família de João Alberto. Segundo a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, nove familiares do soldador João Alberto Silveira Freitas receberam indenizações da rede de supermercados: a viúva, Milena Alves, o pai, a irmã, a enteada, a neta e os quatro filhos. Os valores não foram divulgados por questões de confidencialidade, mas os advogados da família informam que a indenização da viúva ficou entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.






